quarta-feira, novembro 24

Esta é a primeira entrada do seguimento de cartas que farei para ti.

Não me conheces, e não te conheço. Talvez já estejamos integrados nas rotinas um do outro, mas ainda não alcançámos um estado tal, em que queiramos entrar na vida, e não só na rotina, que nos define. Sei que estás aí, e ao mesmo tempo não sei onde estás. Mas irei encontrar-te, como todos andamos, à procura de alguém. Só espero que, não como tantos outros encontros, começemos com um simples “olá”, e não acabemos com um “desculpa”. Um encontro sério, em que nos apresentamos um à frente do outro, não como queremos ser, nem como aparentamos ser, nem como queremos que os outros nos vejam, mas como quem somos. Sem mentiras, nem ilusões. É tudo o que todos querem, e o que eu quero.
Ainda chegará o dia, em que irás ler estes textos sem sentido, e irás ver que sempre estive aqui, e que, apesar da ignorância da tua presença, o sentimento não deixa de ser verdadeiro.
Por isso peço, sai do teu esconderijo, tira a tua máscara, liberta quem és, e mostra-te. Aparece.


Com amor,

Jann