Hoje espero que seja diferente.
A história tem-se vindo a repetir, numa monotonia que já quase não aguento. A confiança que um ser humano consegue dar a outro é impressionante. Mas é assim. Não há nada a fazer. O livro abre-se diante de alguém. É lido, fechado, arrumado. Esquecido.
Orgulho-me do facto de tentar evitar essa situação. Mas é inevitável. Para conversar são precisos dois. E o limite da alma já se está a quebrar. Já vivo apenas para o amanhã.
Espero, e sei, que não serás assim. Iremos conversar todo o dia, sobre tudo e sobre nada. Perdendo tempo. Ganhando tempo.
Escrever é falso. Esconde as emoções, o olhar, o sorriso.
Não quero mais escrever. Quero falar.
Com amor,
Jann
Cartas
a uma, a muitas, a todas, e a nenhuma
segunda-feira, novembro 29
Hoje criei música.
Uma que traz memórias, recordações de momentos de uma vida que passou a correr, tropeçando pelo caminho. Criei-a sem saber como. Apareceu simplesmente, e dos meus dedos saíu para nos meus ouvidos se alojar.
Começa de forma simples. Uma nota aqui, outra ali, sempre o mesmo acorde. Pianíssimo. Uma rosa no meio da relva verde.
Intensifica-se. Agora outro acorde se destaca. Um mais forte, mas melodioso ao mesmo tempo. A mão esquerda desloca-se de trás para a frente no teclado, num movimento suave mas confiante.
A mão direita essa, vai dizendo frases sem sentido. Pequenos excertos de um conjunto, que não se sabe o que é. Sem seguimento, nem conclusão.
Por fim, ambas se juntam, formando um conjunto harmonioso que me faz arrepiar. O tempo acelera. Forte, e depois fortíssimo. Tempestade, e furacão. No fim, apenas uma nota fica suspensa no ar. E a conversa prossegue.
Desta vez, caminhando para um fim, ambas juntas. Píanissimo.
O som ecoa pela sala. Mas não se ouvem aplausos. E permaneço novamente no silêncio.
Parece que sem ti, a música não é a mesma coisa.
Com amor,
Jann
Uma que traz memórias, recordações de momentos de uma vida que passou a correr, tropeçando pelo caminho. Criei-a sem saber como. Apareceu simplesmente, e dos meus dedos saíu para nos meus ouvidos se alojar.
Começa de forma simples. Uma nota aqui, outra ali, sempre o mesmo acorde. Pianíssimo. Uma rosa no meio da relva verde.
Intensifica-se. Agora outro acorde se destaca. Um mais forte, mas melodioso ao mesmo tempo. A mão esquerda desloca-se de trás para a frente no teclado, num movimento suave mas confiante.
A mão direita essa, vai dizendo frases sem sentido. Pequenos excertos de um conjunto, que não se sabe o que é. Sem seguimento, nem conclusão.
Por fim, ambas se juntam, formando um conjunto harmonioso que me faz arrepiar. O tempo acelera. Forte, e depois fortíssimo. Tempestade, e furacão. No fim, apenas uma nota fica suspensa no ar. E a conversa prossegue.
Desta vez, caminhando para um fim, ambas juntas. Píanissimo.
O som ecoa pela sala. Mas não se ouvem aplausos. E permaneço novamente no silêncio.
Parece que sem ti, a música não é a mesma coisa.
Com amor,
Jann
domingo, novembro 28
Hoje vi a tua cara.
Não literalmente. Não, essa altura ainda está para vir, como um actor à espera da sua linha para entrar em cena. Mas a verdade, é que a tua cara me persegue. Está em toda a parte, nas flores, no céu, nas nuvens, em toda a parte, só tu.
Se ao menos tudo fosse mais simples. A confusão e a dificuldade que vem com o encontro de duas pessoas que se amam não devia de existir. No entanto, a certeza do coração por vezes confunde a certeza da mente. Uma vez, duas, não importa, já todos passámos por isso no passado, acontece. E me entristece. Pois a verdade, é que ninguém deseja, ou acima de tudo, merece permanecer sozinho. É um vazio inexplicável.
Contigo será diferente. Acredita.
Com amor,
Jann
Não literalmente. Não, essa altura ainda está para vir, como um actor à espera da sua linha para entrar em cena. Mas a verdade, é que a tua cara me persegue. Está em toda a parte, nas flores, no céu, nas nuvens, em toda a parte, só tu.
Se ao menos tudo fosse mais simples. A confusão e a dificuldade que vem com o encontro de duas pessoas que se amam não devia de existir. No entanto, a certeza do coração por vezes confunde a certeza da mente. Uma vez, duas, não importa, já todos passámos por isso no passado, acontece. E me entristece. Pois a verdade, é que ninguém deseja, ou acima de tudo, merece permanecer sozinho. É um vazio inexplicável.
Contigo será diferente. Acredita.
Com amor,
Jann
sábado, novembro 27
Hoje descobri a felicidade em ti.
A vida constantemente nos leva por terra, e por muito que queiramos, os acontecimentos que mais queremos e antecipamos, por vezes nunca chegam a acontecer. Mas para mim, saber que existes é o suficiente, para vezes e vezes sem conta mostrar ao mundo a felicidade que és tu, e isso, é o suficiente para compensar todos os males que constantemente se colocam à minha frente, enquanto tento desesperadamente ultrapassar mais um dia.
Felicidade. Palavra com mil sentidos, com mil memórias e palavras. O mundo já não é o que era, pois distorceste a minha visão, e alteraste a minha mente. Como saído de um filme, sentido numa música, absorvido por uma pintura, interpretado por uma dança.
Já me faltam as palavras. Díficil é tentar descrever o que não se sabe como é. Assim sou homem feliz.
Com amor,
Jann
A vida constantemente nos leva por terra, e por muito que queiramos, os acontecimentos que mais queremos e antecipamos, por vezes nunca chegam a acontecer. Mas para mim, saber que existes é o suficiente, para vezes e vezes sem conta mostrar ao mundo a felicidade que és tu, e isso, é o suficiente para compensar todos os males que constantemente se colocam à minha frente, enquanto tento desesperadamente ultrapassar mais um dia.
Felicidade. Palavra com mil sentidos, com mil memórias e palavras. O mundo já não é o que era, pois distorceste a minha visão, e alteraste a minha mente. Como saído de um filme, sentido numa música, absorvido por uma pintura, interpretado por uma dança.
Já me faltam as palavras. Díficil é tentar descrever o que não se sabe como é. Assim sou homem feliz.
Com amor,
Jann
sexta-feira, novembro 26
Hoje não vou dizer que te amo.
Não, amor não é. Vai muito para além da definição comum de amor. Não é algo que aparece sem aviso e cai sobre as nossas cabeças, e de um momento para o outro, se despede e parte tão inexplicavelmente como veio, sem razão, nem justificação, ou destino.
Amor é banal, fraco, dependente, doloroso, feio.
Não. Direi mais um sentimento que é desejado e procurado por todos, que trascende qualquer tipo de amor, paixão ou romance. O de compreensão mútua. Aquela que se sente quando apesar de não conhecermos alguém, parece que esteve sempre ao nosso lado em todos os momentos da nossa vida, fazendo parte de nós.
Só anseio pelo dia que em que vejas em mim, o que todos não conseguem ver, e que juntos, sejamos não dois, mas um só.
Com amor,
Jann
Não, amor não é. Vai muito para além da definição comum de amor. Não é algo que aparece sem aviso e cai sobre as nossas cabeças, e de um momento para o outro, se despede e parte tão inexplicavelmente como veio, sem razão, nem justificação, ou destino.
Amor é banal, fraco, dependente, doloroso, feio.
Não. Direi mais um sentimento que é desejado e procurado por todos, que trascende qualquer tipo de amor, paixão ou romance. O de compreensão mútua. Aquela que se sente quando apesar de não conhecermos alguém, parece que esteve sempre ao nosso lado em todos os momentos da nossa vida, fazendo parte de nós.
Só anseio pelo dia que em que vejas em mim, o que todos não conseguem ver, e que juntos, sejamos não dois, mas um só.
Com amor,
Jann
quinta-feira, novembro 25
Hoje sonhei contigo.
Estava sozinho e tu apareceste. Vi e analisei toda a tua figura, bela e perfeita, caminhavas em minha direcção, devagar, suavemente. No entanto, por mais perto que chegavas, a tua face permanecia envolvida num manto, sem conseguir distinguir os traços dos teus olhos, da tua boca, dos teus lábios.
Falaste comigo. Não foi preciso palavras, nem gestos, uma conversa íntima entre corações gastos e abatidos.
Meses passaram, no que aparantavam ser minutos. Mas por mais que tentasse, a tua cara continuava uma sombra. Chorei.
Ao abrir os olhos já de manhã, tento com toda a minha vontade, recordar-me do que aconteceu nesse lugar em que vieste ter comigo, para conversar, abraçar, beijar.
Mas tudo foi um sonho, e nada mais.
Será que também numa noite, tiveste este mesmo sonho, em que (in)voluntariamente apareci na tua mente, para também te confortar?
Com amor,
Jann
Estava sozinho e tu apareceste. Vi e analisei toda a tua figura, bela e perfeita, caminhavas em minha direcção, devagar, suavemente. No entanto, por mais perto que chegavas, a tua face permanecia envolvida num manto, sem conseguir distinguir os traços dos teus olhos, da tua boca, dos teus lábios.
Falaste comigo. Não foi preciso palavras, nem gestos, uma conversa íntima entre corações gastos e abatidos.
Meses passaram, no que aparantavam ser minutos. Mas por mais que tentasse, a tua cara continuava uma sombra. Chorei.
Ao abrir os olhos já de manhã, tento com toda a minha vontade, recordar-me do que aconteceu nesse lugar em que vieste ter comigo, para conversar, abraçar, beijar.
Mas tudo foi um sonho, e nada mais.
Será que também numa noite, tiveste este mesmo sonho, em que (in)voluntariamente apareci na tua mente, para também te confortar?
Com amor,
Jann
quarta-feira, novembro 24
Esta é a primeira entrada do seguimento de cartas que farei para ti.
Não me conheces, e não te conheço. Talvez já estejamos integrados nas rotinas um do outro, mas ainda não alcançámos um estado tal, em que queiramos entrar na vida, e não só na rotina, que nos define. Sei que estás aí, e ao mesmo tempo não sei onde estás. Mas irei encontrar-te, como todos andamos, à procura de alguém. Só espero que, não como tantos outros encontros, começemos com um simples “olá”, e não acabemos com um “desculpa”. Um encontro sério, em que nos apresentamos um à frente do outro, não como queremos ser, nem como aparentamos ser, nem como queremos que os outros nos vejam, mas como quem somos. Sem mentiras, nem ilusões. É tudo o que todos querem, e o que eu quero.
Ainda chegará o dia, em que irás ler estes textos sem sentido, e irás ver que sempre estive aqui, e que, apesar da ignorância da tua presença, o sentimento não deixa de ser verdadeiro.
Por isso peço, sai do teu esconderijo, tira a tua máscara, liberta quem és, e mostra-te. Aparece.
Com amor,
Jann
Não me conheces, e não te conheço. Talvez já estejamos integrados nas rotinas um do outro, mas ainda não alcançámos um estado tal, em que queiramos entrar na vida, e não só na rotina, que nos define. Sei que estás aí, e ao mesmo tempo não sei onde estás. Mas irei encontrar-te, como todos andamos, à procura de alguém. Só espero que, não como tantos outros encontros, começemos com um simples “olá”, e não acabemos com um “desculpa”. Um encontro sério, em que nos apresentamos um à frente do outro, não como queremos ser, nem como aparentamos ser, nem como queremos que os outros nos vejam, mas como quem somos. Sem mentiras, nem ilusões. É tudo o que todos querem, e o que eu quero.
Ainda chegará o dia, em que irás ler estes textos sem sentido, e irás ver que sempre estive aqui, e que, apesar da ignorância da tua presença, o sentimento não deixa de ser verdadeiro.
Por isso peço, sai do teu esconderijo, tira a tua máscara, liberta quem és, e mostra-te. Aparece.
Com amor,
Jann
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